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Cultura

Serra Branca – povoado em Porteirinha/MG  que foi palco das filmagens de boa parte do seriado roseano “Grande Sertão Veredas” minissérie brasileira exibida TV Globo em 1985.

Escrita por: Walter George Durst e José Antonio de Souza

Roteiro final e direção:  Walter avancini.

Baseado na Obra Homônima do escritor Guimarães rosa.

A minissérie contou com a participação de atores hoje consagrados da rede

Globo como Tone Ramos, Bruna Lombarde etc., e atores coadjuvantes da cidade de Porteirinha.

 

                   Grande Sertão Veredas

 

No sertão de Minas, nas primeiras décadas do século XX, as tropas federais, representadas por Zé Bebelo, estão em conflito com as forças provinciais, apoiadas por exércitos de jagunços. O vaqueiro Riobaldo narra sua vida de jagunço: são histórias de disputas, vinganças, longas viagens, amores e mortes vistas e vividas pelo ex-jagunço nos vários anos que este andou por Minas, Goiás e sul da Bahia.

Riobaldo era um dos que percorriam o sertão abrindo o caminho à bala. Entre seus companheiros, havia um que muito lhe agradava: Reinaldo, ou que muitas vezes passava de uma simples amizade. O jagunço, que admirava e cultivava um terno laço como Diadorim, perturbava-se com toda aquela relação, mas alimentava com uma pureza que ia contra toda a rudeza do sertão, beirando inclusive o amor e os ciúmes.

Nas longas tramas e aventuras dos jagunços, Riobaldo conhece um dos seus heróis: o chefe Joca Ramiro, verdadeiro mito entre aqueles homens, que logo começa a mostrar certa confiança por ele, e o apelida de Tatarna. Isso dura pouco tempo, já que Riobaldo logo perde seu líder: Joça Ramiro acaba sendo traído e assassinado por Hermógenes, um dos seus companheiros. Riobaldo jura vingança e persegue Hermógenes e seus homens por toda aquela árida região. Como o medo da morte e com uma curiosidade sobre a existência ou não do diabo, que torna cada vez mais conta da alma de Riobaldo, evidencia-se um pacto entre o jagunço e o príncipe das trevas, apesar de não explícito.

Acontecido ou não tal pacto, o fato é que Riobaldo começa a mudar à medida que o combate final contra Hermógenes se aproxima. E a crescente raiva do jagunço só é contida por uma relação mais estreita com Diadorim, que já mostra marcas de amor completo. Segue-se, então, o encontro com Hermógenes e seus homens, e a vingança é enfim saboreada por Riobaldo. Vingança, aliás, que se tornou amarga: Hermógenes mata, durante o combate, o grande amigo Diadorim.

Ao final, uma surpreendente revelação: na hora de lavar o corpo de Diadorim, Riobaldo percebe que o velho amigo de aventuras que sempre lhe cativou de uma forma especial era, na verdade, uma mulher: Deodorina, filha de Joça Ramiro, disfarçada em homem.

 

Importância das Fanfarras na sociedade

 

Atribui-se a Napoleão Bonaparte a frase: “Dê-me um bando de músicos e conduzirei o povo para o circo ou para a guerra”.A Consagrada música de

Chico Buarque de Holanda – A Banda, situa perfeitamente o elã que ela exerce sobre todos nós. Recentemente, em uma agradável localidade do

interior, tive a oportunidade de ver o povo atraído pelos acordes da banda de música: crianças, jovens e adultos, todos ali, vivendo aquela atmosfera de alegria e encantamento, e os de mais idade relembrando os velhos tempos, quando em torno do coreto, despertaram-se muitas paixões,

viveram-se momentos de encantamento naquele vai e vem do embalo das valsas, marchas e dobrados, verdadeira ciranda que, enfuisticamente era

chamada de “footing”.Essa é apenas uma das diversas missões que a banda de música cumpre na comunidade: a de agradar a população em torno de si,

para conviver numa atmosfera de alegria e congraçamento, aprendendo a cultivar as mais valiosas tradições culturais da comunidade.Há muito tempo

que se diz:”Cidade sem banda de música é cidade sem poesia”.

 

FANFARRA ATUALIZADA

Para os alunos da fanfarra, o ano de 2008 foi marcado de grandes emoções, alegrias e surpresas. Foi a estréia dos novos uniformes e novos instrumentos. Foram adquiridos novos instrumentos atravéz de projetos realizados na escola ampliando assim o número de integrantes na fanfarra, de 35 para 60 componentes.

A fanfarra de Porteirinha ganhou também um novo nome, a partir dessa data passou a se chamar: F.J.G.E.E.A.M.S (Fanfarra Jorge Gomes da Escola Estadual Alcides Mendes da Silva) em homenagem a um dos seus integrantes falecido no ano de 1997. Jorge Gomes fez a sua brilhante participação no ano de 1993 a 1996, e nos deixou muita saudade.

A F.J.G.E.E.A.M.S segue fazendo suas brilhantes apresentações em épocas festivas de nossa querida Porteirinha e em cidades vizinhas, com força e garra. Afinal, são 60 instrumentistas com vontade de mostrar o talento que tem.

 

OBJETIVOS DA FANFARRA DE PORTEIRINHA

 

Resgatar primeiramente os valores da participação para a reconstrução de uma comunidade com ideais de cidadania, visando assim a ampliação de conhecimento e de cultura, agindo como um bom modelo a ser seguido a aqueles que estão em fase de amadurecimento de sua personalidade.

A participação nesse time é a melhor forma de o indivíduo se realizar e se auto-afirmar. Isso assume uma importância fundamental durante o período de formação da personalidade, que se inicia, normalmente, dos oito aos dez anos e vai até a maioridade. A pessoa, moça ou rapaz, precisa ganhar seu conceito perante os companheiros e nada melhor que o faça através da atividade construtiva, participando de algo que possa contribuir para elevá-lo física, moral, espiritual e intelectualmente.

Aprender música participando de uma banda ou fanfarra dá ao indivíduo a possibilidade de preencher seus momentos de lazer com uma atividade construtiva, evitando assim, que a ociosidade leve-o para outros caminhos, muitos deles danosos para sua integridade física e destruidores da moral e do caráter. Tocar um instrumento musical numa banda de música ou fanfarra é viver as alegrias que só a música pode proporcionar.